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Os Jogos Olímpicos Rio 2016 estão chegando

Equipamentos que serão usados na competição passam por testes de qualidade

| Notícias - 28/07/2016 00:46

No próximo dia 5 de agosto tem início os XXXI Jogos Olímpicos – Rio 2016, primeira Olimpíada realizada no Brasil e primeira da América do Sul. De 5 a 21 de agosto estarão em disputa 42 modalidades esportivas. E não adianta resistir. Mesmo quem não gosta de esportes acaba sendo contagiado pela vibração desta festa esportiva, que críticas à parte, é um momento de celebração da humanidade, onde seguindo regras explícitas, representantes de todas as partes do mundo, diferentes etnias, religiões, classes sociais deixam as diferenças de lado para valorizar o potencial humano. Afinal é o que nos iguala, pois antes de tudo somos todos humanos.

Como é de se esperar, a cobertura televisiva da Olimpíada será gigantesca: serão transmitidas 306 provas para cerca de 5 bilhões de pessoas em todo o mundo, conforme as estimativas do Comitê Rio 2016. Nos 17 dias de competição, serão 20 mil profissionais de televisão trabalhando nos Jogos Olímpicos para produzir mais de 7 mil horas de programação. No Brasil, três emissoras da TV aberta e quatro do sinal fechado irão transmitir as disputas de medalhas que ocorrerão do dia 5 a 21 de agosto, além da exibição ao vivo em seus portais na internet.

Os jogos poderão ser assistidos pela Rede Globo, Band, Record e Record News e nas tvs com  sinal fechado SporTV, ESPN, BandSports e Fox Esportes. A abertura oficial será na sexta-feira, 5 de agosto, às 19 horas. Os XV Jogos Paraolímpicos – Rio 2016, vão acontecer de 7 a 18 de setembro.

Para que as competições ocorram de forma correta, o equipamento usado pelos atletas passa por testes de qualidade. É necessário que bolas, cronômetros e outros, estejam funcionando perfeitamente dentro dos padrões estabelecidos. Para que isso ocorra, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) é o responsável pelas medições e aplicações, com a metrologia auxiliando o esporte olímpico.

 Já imaginou o estrago silencioso que poderia causar uma bola da final de futebol fora do padrão de peso e medida? Ou ainda um cronômetro desregulado para marcar o tempo de uma competição de 100 metros rasos do atletismo? E o prato do tiro esportivo com peso ou material irregular? Pois é, estes são alguns detalhes do evento mundial esportivo que precisam de um grande rigor nas medições, para que os resultados de cada modalidade sejam exatos. Diferenças de décimos de segundo podem definir se um atleta foi o vencedor de uma prova ou se um recorde foi batido. A ciência que garante a exatidão das medições e suas aplicações chama-se Metrologia, que no Brasil fica a cargo do Inmetro. Veja exemplos curiosos de alguns esportes olímpicos.

Ensaio para o gol
Em uma partida de futebol a pequena diferença na altura do travessão pode ser decisiva para a marcação de um gol e, consequentemente, para o resultado do jogo. Um campo pequeno, fora das dimensões oficiais, pode favorecer a retranca utilizada pelos times mais fraco. Além das medidas exatas do gramado e das traves de gol, a metrologia também está presente em um item fundamental: a bola!
Antes de entrar em campo, elas precisam passar por diversos ensaios, chamados de testes em laboratório. Um deles, por exemplo, é o de esfericidade, que permite verificar se a bola é perfeitamente redonda. A bola deve ter uma circunferência entre 68 cm e 70 cm e pesar entre 410 g e 450 g. Essas medidas também são verificadas em ensaios específicos: o de massa e o de circunferência.

Precisão em movimento
Uma das categorias do tiro esportivo é o tiro ao prato, onde é preciso acertar alvos em movimento. O prato é lançado, por meio de máquinas eletromecânicas, com uma velocidade máxima de 88,5 km/h. O tiro é considerado correto se uma parte do prato for quebrada após ser atingido.
Não é qualquer tipo de prato que serve como alvo. Segundo o Inmetro, há um rigor metrológico para a fabricação do modelo, que é construído em cerâmica e deve ter 109,5 mm de diâmetro e pesar entre 95 g e 105 g. Caso não houvesse padronização na confecção dos pratos, o desempenho dos competidores poderia ser afetado e levar a resultados equivocados.

Largada!
Segundo a Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML), o som do tiro de largada característico das provas de atletismo leva apenas centésimos de segundo para chegar aos ouvidos dos corredores. Para evitar que aqueles mais próximos da pistola largassem primeiro, caixas de som posicionadas atrás de cada atleta emitem o ruído do tiro ao mesmo tempo.
Além de uma câmera focada na linha de chegada, os resultados são obtidos por meio de cronômetros eletrônicos. De acordo com o Inmetro, para obter um nível de exatidão tão apurado, é necessário que os cronômetros utilizem resolução de 0,01 segundos.

Como qualquer instrumento de medição, o cronômetro utilizado nas competições de atletismo precisa passar por um processo de calibração em laboratórios acreditados. Atualmente, para padronização da grandeza de tempo é utilizado um relógio atômico: seu padrão de frequência utiliza um átomo de césio estável e mecanismos a laser e vácuo, o que o torna mais exato. No Inmetro, existem três modelos desse tipo.

Paraolimpíada
As medidas das quadras e as regras são idênticas ao basquete convencional. As cadeiras de rodas é que são bem diferentes das usadas no dia a dia: elas podem ter de 3 a 4 rodas. As duas rodas traseiras, em posição diagonal e com até 66 cm de diâmetro, ajudam no equilíbrio dos atletas durante o jogo. Os árbitros checam as cadeiras dos jogadores antes das partidas, para conferir se estão de acordo com as normas da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF).

As cadeiras usadas no esporte são leves e resistentes, pois utilizam uma liga metálica específica, chamada de “Alumínio 7075-T6”. Trata-se de uma mistura que tem como base o alumínio com vários outros metais, como o zinco, o magnésio e o cobre. Esta liga é até mesmo utilizada na indústria aeronáutica. Tais cadeiras permitem o deslocamento mais rápido dos atletas na quadra, usando menos esforço.

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Fonte: RIO 2016, Inmetro

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