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Construindo Torres: Jorge Sanches

O personagem da vez da série Construindo Torres é “Bodão”, um apaixonado por futebol que resolveu passar um pouco de seus conhecimentos futebolístico para as crianças e adolescentes da Vila Torres.

| Notícias - 12/07/2012 13:17

O futebol, além de ser o esporte mais difundido no país, também é o mais praticado dentro da comunidade. São jovens e adultos que jogam diariamente as famosas “peladas” e arrancam muitas emoções dos torcedores dentro da comunidade. E quando o assunto é sério, o profissional entra em campo e faz a sua parte.

A Vila possui atualmente oito times internos principais e uma seleção para campeonatos externos, como a Copa Metropolitana, na qual o União Vila Torres (nome oficial da seleção) foi bicampeão neste ano.

Para ter tanto futebol de primeira categoria, só um bom trabalho de base para criar tantos craques de bola. E nessa hora, quem entra em campo é Jorge Sanches, mais conhecido como “Bodão”, um dos responsáveis por ensinar os pequenos boleiros da Vila. Ele é irmão do famoso morador Baleia, e também puxou o lado de promover trabalhos sociais dentro do bairro.

Bodão é técnico da escolinha de futebol, tarefa que realiza desde 1996. As aulas são praticadas no campo da Vila, nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 18h30 às 20h. São mais de 60 meninos e também algumas meninas que aparecem para treinar na escolinha, tanto para se aprimorarem no esporte como para se divertirem.

O treinador, que também já foi jogador no passado, hoje atua como voluntário, passando as técnicas e ensinando a importância do esporte. E o trabalho da ótimos resultados. Ele conta que muitos que treinam com ele têm grandes futuros. “Para se ter uma ideia, metade dos jogadores da seleção bicampeã da Vila começaram aqui”, diz Bodão.

Aos poucos ele tenta profissionalizar a escolinha, fazendo quadros de horários para os treinos e organizando os times para campeonatos de acordo com a idade de cada um. Os alunos até ganham um carteirinha para participar. Porém, nem tudo funciona perfeitamente.

Os horários para utilizar o campo da Vila são muito disputados, pelo fato de haver muitos times disputando espaço para treinos. Isso dificulta bastante as aulas da escola que, por ser com os mais jovens, acaba perdendo espaço entre os adultos. Outro problema que Bodão ressalta é dos equipamentos. “Faltam materiais como coletes e bolas. Muitos prometem nos doar, mas só ficam na conversa”.

Apesar das dificuldades, Bodão não irá parar com a escolinha. O técnico irá continuar seu trabalho voluntário pelo fato de gostar muito e acreditar no potencial das crianças. “Só em saber que um desses meninos irá para o profissional, fico muito feliz”.

 

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